Segunda, 21 de maio de 2018

Notícia

Belém do Pará é a 4ª pior capital do País para se viver, e a 6ª mais violenta.

Por Eli Braga Magalhães

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Le Griff

 

 

Os Dados são do 10º Anuário Brasileiro de Segurança Pública do ano de 2016 e da consultoria Macroplan e publicado no site da revista Exame em 2017.

 Para chegar a essa conclusão, a Macroplan avaliou os dados de cidades com mais de 266 mil habitantes, observando 16 indicadores, em quatro áreas distintas: saúde, educação e cultura, saneamento e sustentabilidade, além do setor de segurança pública. E contou com as estatisticas das Secretarias Estaduais de Segurança Pública e/ou Defesa Social; Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE); Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Com quase 1,5 milhões de habitantes, Belém é a 4ª pior capital para se viver atualmente no Brasil, de acordo com um o levantamento que foi formado por um índice que vai de 0 a 1 – quanto mais próximo de zero, pior é a condição de vida no local. Macapá ficou com um índice de 0,434 e é apontada como a pior capital do País no ranking geral. A cidade mais bem colocada é Curitiba, adotada como o modelo de gestão a ser seguido. A capital paraense só fica à frente de Macapá (a pior na lista), Porto Velho e Maceió. A capital paraense é, ainda, a terceira pior da região Norte, ficando atrás da vizinha Manaus. Já a capital de Roraima, Boa Vista, surpreendeu, sendo uma das melhores, em 11º lugar no ranking nacional. 

As piores colocações de Belém aparecem nos quesitos Educação e cultura; e saneamento e sustentabilidade. Entre 26 capitais avaliadas, Belém aparece em 23º lugar nestas áreas. O índice da capital em educação é de 0,369 e, em saneamento chega a 0,495. Já no setor de saúde, uma “melhora” imperceptível na posição, o 5º pior no País com o índice de 0,535. Os números por si só explicam os pontos negativos da capital paraense.

A 6ª mais violenta do Brasil

Os dados fazem parte do 10º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, que foi divulgado na íntegra 2016 pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). O relatório leva em conta a soma das vítimas de homicídio doloso, lesão corporal seguida de morte, latrocínio (roubo seguido de morte) e mortes ocorridas durante operações policiais.

No Pará, em 2017 foram registrados 127 assassinatos a mais que no ano de 2016. Nos primeiros dias de 2018, Segup contabilizou mais de 120 mortes violentas, sendo mais de106 com características de execução, uma média de 14 homicídios por dia. Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública, os números de homicídios não param de crescer, Em 2016, foram registrados 3.650 assassinatos no estado e, em 2017, foram 3.777. Ou seja, 127 a mais que no ano anterior.

Com essa onda de assassinatos a população sofre com a  dias negros pela falta de segurança na capital paraense.

Veja abaixo o ranking das capitais mais violentas do Brasil:

UF

Capital

Número absoluto de assassinatos

Taxa por 100 mil habitantes

Variação em relação a 2014 (%)

1o. RN

Natal

682

78,4

97,0

2o. CE

Fortaleza

1.651

63,7

-17,6

3o. MA

São Luís

654

60,9

-11,8

4o. PB

João Pessoa

470

59,4

-3,0

5o. SE

Aracaju

356

56,3

28,6

6o. PA

Belém

771

53,6

4,6

7o. AM

Manaus

1.086

52,8

26,8

8o. AL

Maceió

520

51,3

-26,1

9o. BA

Salvador

1.444

49,4

1,1

10o. RS

Porto Alegre

683

46,2

4,1

11o.MT

Cuiabá

249

42,9

-5,8

12o. PI

Teresina

359

   

 Belém vira capital do medo

Para o antropólogo Romero Ximenes, o principal problema de Belém é a pobreza e a falta de políticas públicas que visem à melhoria de vida da população. “É notório que a criminalidade aumenta de forma assustadora e, com a crise econômica, a tendência é piorar caso não haja investimento em políticas públicas”, analisa. De acordo com ele, 82% dos belenenses sobrevivem com menos de 2 salários mínimos e acaba não encontrando oportunidades de emprego, educação e elevação da renda e fica imersa a uma rede de criminalidade.

Ximenes aponta que a maioria dos homicídios acontece por ligação com outros crimes, como tráfico de drogas e assalto, que é para onde parte da juventude das periferias acaba migrando por falta de opções na vida. “O crime começa contra propriedade e acaba se tornando contra a vida”, enfatiza.

Na avaliação do antropólogo, há deficiência na estrutura da polícia, como a má remuneração e o baixo contingente, mas, sobretudo, existe um problema mais profundo que precisa ser consertado a médio e longo prazo. “O governo precisa investir em programas de habitação, educação, saneamento e melhorar a qualificação profissional. Sem proporcionar um caminho de prosperidade econômica, dificilmente se melhora os índices de segurança na cidade”, afirma.

Foto:Ney Marcondes

 

Fonte

DOL
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