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Cadeirante receberá R$ 46 mil após condomínio negar ajuda de porteiros

"Incompreensão, tristeza e discriminação", diz a moradora de Juiz de Fora (MG)

Uma funcionária pública de Juiz de Fora (MG) será indenizada em R$ 46 mil após moradores terem proibido a ajuda de porteiros para ela subir a rampa íngreme que dá acesso da garagem aos elevadores do edifício onde mora. Além deste valor, Ana Tereza Baêta Camponizzi, de 59 anos, ganhou na Justiça o direito de ser ajudada pelos funcionários do condomínio. 

 

De acordo com o jornal 'Folha de S. Paulo', a decisão dos moradores foi tomada durante assembleia. O condomínio negou a ajuda, alegando que era uma “questão de natureza privada”. A Justiça afirmou que esta atitude “violou o princípio da dignidade da pessoa humana, de valor supremo na ordem constitucional vigente, como fundamento da República”.

Ana Tereza mora sozinha no condomínio Parque Itália há 15 anos. Ela virou cadeirante há seis anos, após um acidente de carro ter causado uma lesão medular.

"Quando os porteiros se recusaram a me ajudar — obedecendo a ordens, pois sempre foram atenciosos comigo —, minha sensação foi de incompreensão, tristeza e discriminação. Sempre fui bem tratada e acolhida nas mais diversas situações do dia a dia", revela.

A Justiça também determinou a instalação de uma plataforma elevatória, avaliada em R$ 39 mil, para que Ana consiga acessar os elevadores de forma independente. O condomínio não quis se manifestar sobre o caso.

 

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Cadeirante receberá R$ 46 mil após condomínio negar ajuda de porteiros

Uma funcionária pública de Juiz de Fora (MG) será indenizada em R$ 46 mil após moradores terem proibido a ajuda de porteiros para ela subir a rampa íngreme que dá acesso da garagem aos elevadores do edifício onde mora. Além deste valor, Ana Tereza Baêta Camponizzi, de 59 anos, ganhou na Justiça o direito de ser ajudada pelos funcionários do condomínio. 

 

De acordo com o jornal 'Folha de S. Paulo', a decisão dos moradores foi tomada durante assembleia. O condomínio negou a ajuda, alegando que era uma “questão de natureza privada”. A Justiça afirmou que esta atitude “violou o princípio da dignidade da pessoa humana, de valor supremo na ordem constitucional vigente, como fundamento da República”.

Ana Tereza mora sozinha no condomínio Parque Itália há 15 anos. Ela virou cadeirante há seis anos, após um acidente de carro ter causado uma lesão medular.

"Quando os porteiros se recusaram a me ajudar — obedecendo a ordens, pois sempre foram atenciosos comigo —, minha sensação foi de incompreensão, tristeza e discriminação. Sempre fui bem tratada e acolhida nas mais diversas situações do dia a dia", revela.

A Justiça também determinou a instalação de uma plataforma elevatória, avaliada em R$ 39 mil, para que Ana consiga acessar os elevadores de forma independente. O condomínio não quis se manifestar sobre o caso.