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CORONEL IMPLANTA MORDAÇA E BOCA FECHADA NA PM DO PARÁ

Já conhecida por Boletim da Mordaça

 

A polêmica está aberta nos quartéis da Polícia Militar do Pará. Por ordem do comandante-geral, coronel Hilton Benigno de Souza, contida no Boletim Geral (BG) número 76, divulgado na quarta-feira, está proibido que militares falem com jornalistas ou forneçam qualquer tipo de informação sobre o trabalho realizado nas ruas, seja no serviço de patrulhamento, seja no combate aos criminosos.
 
Já conhecida por Boletim da Mordaça", a determinação deixa claro que só quem pode falar pela tropa são os "comandantes de Unidades Operacionais". A partir de agora, a esdrúxula ordem, na prática uma censura interna, diz que somente policiais militares indicados a dedo pelos oficiais poderão se manifestar em nome da corporação. 
 
“O policial militar, ao ser abordado pela imprensa, deverá informar acerca do contido no caput deste artigo, bem como comunicar que as declarações serão prestadas pelo porta-voz da Unidade ou do Coint”, salienta a determinação. 
 
Se isso não for cumprido haverá duras punições, o que na prática abre a porta para todo tipo de perseguição na tropa. 
 
Talvez seja a fórmula que o governo tucano tanto buscou, sem encontrar, para fazer despencar os números da violência no Estado, cada vez mais assustadores. 
 
Se o policial não falou, e o superior também não quis falar, é porque o fato não aconteceu. Certo? Errado.

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Ver o Fato
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A polêmica está aberta nos quartéis da Polícia Militar do Pará. Por ordem do comandante-geral, coronel Hilton Benigno de Souza, contida no Boletim Geral (BG) número 76, divulgado na quarta-feira, está proibido que militares falem com jornalistas ou forneçam qualquer tipo de informação sobre o trabalho realizado nas ruas, seja no serviço de patrulhamento, seja no combate aos criminosos.
 
Já conhecida por Boletim da Mordaça", a determinação deixa claro que só quem pode falar pela tropa são os "comandantes de Unidades Operacionais". A partir de agora, a esdrúxula ordem, na prática uma censura interna, diz que somente policiais militares indicados a dedo pelos oficiais poderão se manifestar em nome da corporação. 
 
“O policial militar, ao ser abordado pela imprensa, deverá informar acerca do contido no caput deste artigo, bem como comunicar que as declarações serão prestadas pelo porta-voz da Unidade ou do Coint”, salienta a determinação. 
 
Se isso não for cumprido haverá duras punições, o que na prática abre a porta para todo tipo de perseguição na tropa. 
 
Talvez seja a fórmula que o governo tucano tanto buscou, sem encontrar, para fazer despencar os números da violência no Estado, cada vez mais assustadores. 
 
Se o policial não falou, e o superior também não quis falar, é porque o fato não aconteceu. Certo? Errado.